quinta-feira, 6 de junho de 2013

Depoimento de Leitura.

Aos sete anos tive minha primeira leitura, foi na cartilha “Pipoca”, meu pai fez somente até o quarto ano primário, porém ale adorava ler livros, principalmente de Faroeste, minha mãe é uma excelente dona de casa e boa mãe e esposa, mas leitura não é com ela, começava a ler podia ver lá estava dormindo.
Lembro – me que adorava ler revistas e gibis “Capricho e Turma da Monica”, mas ao entrar no curso de magistério, minha professora de Português pediu que lêssemos a “A Garota do livro e Marvin” adorei, assim para iniciar com os clássicos literários.
Hoje, posso dizer que meu pai e minha professora Vera de Português, me incentivaram para que desse meus primeiros passos na vida da leitura.
Escrito por Kátia Solange, 33 anos, professora de Educação Infantil e Matemática.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

PARA REFLETIR



EDUCAÇÃO: REPROVADA



LYA LUFT


Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.



http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/

APRESENTAÇÃO



Este blog tem a finalidade de compartilhar nossas vivências e experiências como educadores.Discutir e compartilhar ideias que acercam o trabalho com nossos alunos já inseridos neste mundo globalizado.
É uma etapa do curso Melhor Gestão, Melhor Ensino, ação da SEE/SP.
O objetivo é envolver os educadores da rede estadual em uma série de ações voltadas para aprimoramento das competências que beneficiará muitos alunos.

MELHOR GESTÃO MELHOR ENSINO: Minhas primeiras letras e leitura.

MELHOR GESTÃO MELHOR ENSINO: Minhas primeiras letras e leitura.: Eu não me lembro de como foi meu primeiro dia de escola. Lembro-me que meu pai falava da aventura que seria eu aprender a ler e escrever, do...

Minhas primeiras letras e leitura.

Eu não me lembro muito bem de como foi meu primeiro dia de escola, estava eufórico e cheio de sonhos. Lembro-me que meu pai falava das aventuras e mistérios que eu deveria passar até chegar ao universo do aprender a ler e escrever, dos amigos novos e da minha professora.
Eu era apaixonado pelo jeito meigo e gentil da minha primeira professora, afinal ela era minha amada tia Nina. Lembro que fui alfabetizado com a cartilha “Caminho Suave”, muito famosa na época, a cartilha trazia lições e leituras,tinha cartazes na parede com as lições aplicadas e momentos dedicados a leitura de histórias:Era uma vez...
Tive também o privilégio de ter familiares professores (avô, pai e tias), sempre tive muito incentivo no que se refere à leitura, sendo um dos propósitos principais de meus pais era que eu reconhecesse a importância de considerar os conteúdos envolvidos na leitura: comportamento leitor, capacidades e procedimentos.
Enfim aprendi a ler e escrever, era com se um mundo novo desponta-se diante de mim e a partir daquele momento o significado de ler era muito melhor que escutar histórias, era poder escolher ver, ou seja ler com meus próprios olhos.